Após a gravidez, muitas mulheres têm dificuldade em voltar à forma de antes, não é mesmo.

Para a grande maioria das mulheres, se olhar no espelho durante o puerpério (pós-parto) é uma experiência chocante e, muitas delas, ficam com a auto estima lá em baixo, o que pode contribuir para o desenvolvimento de uma depressão pós-parto.

Um dos problemas mais comuns relacionados à essa dificuldade é a diástase abdominal, que consiste no afastamento dos músculos abdominais que ocorre após a gravidez.

Entenda a diástase abdominal

A diástase abdominal ocorre porque durante a gestação, a barriga da mulher sofre um estiramento, que ocorre para acompanhar o crescimento do bebê. Esse afastamento é evidenciado após o parto quando a barriga fica sem o volume. Esta separação na musculatura, costuma ocorrer após o quinto mês de gestação.

De acordo com especialistas, toda grávida termina a gravidez com um pouco de afastamento dos músculos. Contudo, em algumas mulheres, o espaço é muito grande, por causa da força que o útero aumentado pela gestação faz na parede abdominal.

Gestação de gêmeos, bebê muito grande, obesidade, má postura, excesso de líquido amniótico e a desnutrição são alguns dos fatores que favorecem a predisposição à diástase. As mulheres que já tiveram diástase possuem um maior risco de desenvolver novamente em uma futura gestação.

Em geral, aquelas mulheres que praticam atividades físicas e, por isso, possuem um abdome mais rígido, têm uma maior resistência em desenvolver diástase abdominal, bem como aquelas que ganham muito peso. Por isso, é de extrema importância ter uma alimentação adequada e sem excessos durante a gravidez.

Apesar de não causar dores, a diástase causa um grande desconforto estético e se caracteriza por uma linha afundada que segue do peito até o umbigo.

Com a diástase, a barriga fica estufada, o que causa um grande incômodo estético. Esse problema pode ainda comprometer a mobilidade e estabilidade corporal, o que faz com que haja uma frequência maior de dor nas percas e costas.

Como prevenir a diástase

Se você já teve diástase e não quer ter novamente, saiba que o ideal é manter um intervalo de dois anos entre uma gestação e outra.

Isso porque, esse tempo faz com que o corpo se recupere totalmente da gestação anterior.

Contudo, se você estiver grávida e não quer ter diástase abdominal, entenda que os hábitos que você desenvolve durante a gravidez contribuem muito para que os efeitos da diástase no pós-parto sejam reduzidos.

Por isso, a realização de atividades físicas leves voltadas para gestantes reduz as chances de sofrer grandes danos estéticos a diástase.

Exercícios de pouco impacto como hidroginástica, pilates e caminhadas podem ser praticados sob a orientação de um profissional.

Uma boa alimentação nesse período também é extremamente importante. Se você já cultiva esses hábitos antes mesmo da gravidez, saiba que as chances de ter grandes danos estéticos relacionados à diástase abdominal após o parto diminuem.

O tipo de parto influencia?

A diástase ocorre em mulheres que tiveram tanto parto normal quanto cesariana. Para aquelas que passaram por parto normal, após 30 dias já pode se iniciar exercícios físicos para reverter a condição.

Já as mulheres que passaram por uma cesariana, recomenda-se esperar para iniciar atividades físicas de 45 a 60 dias, caso não haja nenhum tipo de complicação com a cirurgia.

Em ambos os casos, é preciso que se tenha liberação do médico que acompanhou o pré-natal ou o parto.

Será que eu tenho diástase?

Muitas mulheres têm essa dúvida no pós-parto: “Como saber se eu tenho diástase?”

Para descobrir se você tem diástase e o nível que está seu problema, é possível fazer uma autoavaliação simples. Veja como:

  1. Deite no chão reta e com as pernas flexionadas;
  2. Coloque a mão na linha média do abdome, bem acima de seu umbigo;
  3. Como se fosse fazer um exercício abdominal, levante a cabeça e o tronco;
  4. Isso fará com que sua mão faça pressão no local;
  5. Se você perceber uma lacuna entre os músculos, é porque você está com diástase.

Como acabar com a diástase

Há duas formas de voltar ao corpo de antes: com a prática de exercícios físicos específicos e a partir de um procedimento cirúrgico, chamado de abdominoplastia.

Na abdominoplastia, é feito um corte transversal no abdome com o objetivo de fazer o deslocamento do tecido até a região do umbigo. Dessa forma, os músculos são aproximados um do outro novamente.

Recomenda-se que se espere pelo menos seis meses após o parto para fazer esse procedimento, que é o tempo que a mulher perdeu o peso que adquiriu na gravidez e parou de amamentar.

Assim como qualquer procedimento cirúrgico, a abdominoplastia possui riscos e precisa de repouso durante o pós-cirúrgico. Por isso, muitas mulheres têm medo de se submeter a esse procedimento.

Além de ser considerada uma cirurgia voltada para a estética de alto custo e que os convênios de saúde não cobrem.

Dessa forma, incluir os exercícios físicos e uma alimentação equilibrada em sua rotina diária, pode ser a melhor opção para acabar com a diástase.

Famosas que tiveram diástase abdominal

A diástase também atingiram famosas, como Sandy, Thaís Pacholek e Thaís Fersoza.
Sandy assumiu que teve diástase em 2015, um ano após o nascimento de seu filho, Théo. A revelação foi feita e uma entrevista à Fernanda Gentil, no programa “Globo Esporte”.

Para resolver o problema, Sandy revelou que intensificou suas rotinas de treinos, dando maior atenção aos abdominais.

Já Thaís Fersoza e Thaís Pacholek apostaram no método hipopressivo para acabar com a diástase. Este método consiste em exercícios específicos que são associado à expiração e aspiração. A técnica faz com que a pressão no interior do abdome diminua, fazendo com as vísceras sejam aspiradas para cima. Dessa forma o assoalho pélvico e a parede abdominal são tonificados.

O método hipoprressivo também é eficaz para combater a incontinência urinária e fecal, além de melhorar a postura, resolver o prolapso gental e melhorar o funcionamento do sistema digestivo.

Os benefícios do método hipopressivos se deve a diferença de pressão no interior do abdome durante a realização do exercício e que não são feitos movimentos com a coluna.

Por isso, pode ser realizado mesmo em pessoas com hérna de disco, e até contribui também para o tratamento desse problema.

Exercícios para diastase abdominal

As atividades físicas são fundamentais para fortalecer os músculos reto-abdominais, e dessa forma, os estabilizar e alinhar.

Entretanto, esses exercícios não podem ser feitos de qualquer jeito. Caso não sejam feitos do jeito certo, é possível que até mesmo aumente a gravidade da diástase.

Exercícios como o alongamento da cintura ou lateral e rotação de quadril e tronco, por exemplo, contribuem para o aumento da lacuna dos músculos do abdome.

Outro fator extremamente importante, diz respeito a respiração durante os exercícios, que deve ser feita no sentido de evitar que haja aumento da pressão intra-abdominal.

Algumas atividades de fortalecimento da musculatura podem ser feitas em casa. Veja alguns exercícios eficazes para acabar com a diástase:

  1. Fortalecimento de pélvis:
  • Deite e flexione os joelhos;
  • Coloque as mãos cruzadas próximo à sua virilha;
  • Inspire o ar e expire com calma enquanto levanta a cabeça lentamente, puxando a musculatura com as mãos;
  • Faça esse exercício até 50 vezes por dia;
  • Isso ajudará a fortalecer os músculos abdominais e do assoalho pélvico, o que será muito bom para o corpo se recuperar após o parto.
  1. Abdominal encolhida
  • Deite e flexione os joelhos;
  • Mantenha os braços dobrados sobre a cabeça;
  • Apoie bem os pés no chão;
  • Leve a cabeça e as pernas na direção do seu peito
  • Faça de 5 a 20 repetições durante o dia;
  • Essa atividade trabalha com toda a musculatura abdominal.
  1. Exercícios de Kegel
  • Deite com os joelhos flexionados e eleve o quadril, fazendo com que as pernas e joelhos construam um ângulo de 90 graus;
  • Faça o exercício de forma lenta e controlando a respiração;
  • Este exercício irá fortalecer a pélvis, também sendo eficiente para o combate da incontinência urinária, que é muito comum após a gravidez.